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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Governadores e União pedem que Câmara não vote piso para policiais

Eduardo Bresciani Do G1, em Brasília



Governadores de cinco estados e ministros da administração Luiz Inácio Lula da Silva pediram nesta terça-feira (23), em reunião com líderes da Câmara, que não seja votado o projeto que cria um piso nacional para policiais e bombeiros. A estimativa é que a proposta possa gerar um gasto extra de até R$ 43 bilhões.
Outro pedido foi para a votação da prorrogação do fundo de combate à pobreza e da regulamentação da Lei Kandir, projetos que levam recursos aos estados. Não há, porém, acordo total para atender as demandas entre todos os partidos.

O pedido de não votação do piso nacional para policiais e bombeiros, a PEC 300, acontece devido ao impacto que o projeto poderia vir a ter nas contas públicas. A proposta original prevê a equiparação do salário dos policiais ao dos trabalhadores da mesma área no Distrito Federal, que é o mais alto do país. Com isso, o impacto seria de R$ 43 bilhões segundo as contas do Ministério do Planejamento.
O projeto já foi alterado e não faz mais a definição de valor, mas mesmo assim a resistência continua.“Se for criar piso para uma, duas, dez categorias daqui a pouco os governadores ficam impedidos de fazer gestão de pessoal”, afirmou Jaques Wagner (PT-BA), que foi o porta-voz dos governadores presentes ao encontro.

Wagner afirmou que seu estado teria um gasto adicional de R$ 700 milhões por ano com a equiparação e que em São Paulo, por exemplo, o impacto pode chegar a até R$ 9 bilhões. Ele destacou que há realidade diferentes entre os estados e isso deve ser levado em conta.

O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, destacou que a orientação do governo federal para a base aliada é de não aprovar projetos que gerem gastos para os próximos governos. “É importante não aprovar nenhum projeto de lei que gere impactos não previstos no Orçamento. Nós queremos entregar o Brasil ajustado e a mesma questão vale para os estados”.

A outra reivindicação dos governadores, que também ganhou aval do Palácio do Planalto, é a votação de projetos que beneficiam os estados com mais recursos. O pedido é para a votação da prorrogação do fundo de combate à pobreza e da regulamentação da Lei Kandir, que é a compensação paga pela União aos estados por incentivos à exportação.

Estas duas propostas até têm apoio no Congresso, mas o problema é que para votá-las é preciso abrir sessão extraordinária e nessa ocasião é possível que parlamentares apresentem requerimentos pedindo a inclusão da PEC 300 na pauta. O líder do PDT, Paulinho da Força (SP), aliás, já adiantou que fará isso. “Já avisei que não tem como, se abrir extraordinária meu partido vai fazer um requerimento para votar a PEC 300”.

Diante do impasse, segundo Jaques Wagner, os líderes da Câmara vão continuar conversando e os governadores podem ser chamados para novas reuniões.

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quarta-feira, 7 de julho de 2010

PEC 300 APROVADA EM PRIMEIRO TURNO

Escrito por Adriana Duarte

Fonte: Agência Câmara

O Plenário aprovou por 349 votos unânimes, em primeiro turno, a proposta de piso salarial para os policiais dos estados (PECs 446/09 e 300/08),em torno das 23 horas desta quarta-feira (seis de julho). O texto aprovado, negociado pelo governo com os representantes da categoria, exclui da PEC o piso salarial provisório. A matéria ainda precisa ser analisada em segundo turno.
Entretanto, fica estabelecido um prazo de 180 dias para o Executivo enviar, ao Congresso, um projeto de lei propondo o piso definitivo e a criação de um fundo composto por tributos federais para ajudar os estados a pagá-lo, assim como o período da sua duração.
Em seguida, a sessão foi encerrada.

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quinta-feira, 17 de junho de 2010

PEC 300: É matar ou morrer

Fonte: Jornal da Câmara


O líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), informou ontem ter chegado a um entendimento com o presidente Michel Temer e com os líderes do PMDB e do PT para que, na próxima semana, sejam realizadas apenas sessões extraordinárias, todas destinadas à votação dos projetos do pré-sal e da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 446/09, que estabelece um piso salarial para os policiais civis e militares e bombeiros.

Vaccarezza criticou a obstrução promovida pelos oposicionistas e negou que o governo busque protelar votações. “Não há duas conversas. Vamos votar a PEC. Quem quiser criar confusão que crie, mas não pense que vai ajudar”, disse.

Texto legal - Segundo o líder, o importante, em relação ao piso dos policiais, é alcançar um texto que seja legal e atenda à maioria do Plenário. “Não adianta aprovar ilegalidade, porque não prospera”, advertiu Vaccarezza. Ele reafirmou não ser possível fixar na Constituição um valor para o piso, nem criar um fundo sem regulamentá-lo, simplesmente passando a conta para União resolver.

Vaccarezza afirmou que o governo defende a aprovação da proposta, mas com nova redação. O texto garante o direito de um piso salarial para policiais e bombeiros, mas o valor e os detalhes do fundo de onde sairão os recursos somente seriam definidos em um futuro projeto de lei complementar.

Esse projeto seria enviado ao Congresso 180 dias após a promulgação da emenda constitucional. O líder do governo lembrou que a aprovação de uma PEC precisa dos votos favoráveis de, pelo menos, 308 deputados e explicou os motivos que dificultavam a apreciação da matéria na sessão de ontem.

Segundo Vaccarezza, a PEC não poderia ser votada por três motivos: baixo quórum, falta de deliberação dos líderes e ausência do presidente Michel Temer, que deseja estar presente no momento da aprovação. “O Brasil todo sabe da situação dos policiais, que têm salários muito baixos”, ressaltou o líder.

Tumulto - Policiais que pressionavam pela aprovação de piso salarial da categoria geraram tumulto ontem na Câmara. A manifestação ocorreu no corredor de acesso à sala da Liderança do Governo. Dezenas de policiais civis e militares cobraram de Vaccarezza a imediata votação das propostas que tratam do piso salarial para a categoria (PECs 300/08, 340/09 e 446/09). A Polícia Legislativa chegou a ser acionada para conter os ânimos exaltados.

Apesar do tumulto, o líder do governo afirmou não ter havido agressão. “Eles estavam gritando lá fora e eu passei entre eles. Não houve nenhuma agressão física.Fui falar com eles porque eu acho que, aqui na Câmara, uma autoridade não pode se acovardar. Eles estavam exaltados e eu fui dizer qual era a posição do governo.”

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terça-feira, 25 de maio de 2010

Temer cria comissão para debater texto de consenso no reajuste de policiais

O presidente da Câmara, Michel Temer, anunciou nesta terça-feira, após a reunião de líderes, a criação de comissão especial formada por seis integrantes – três indicados pela liderança do governo e três pela liderança da Minoria - com o objetivo de encontrar um texto consensual para colocar em votação a PEC 300/08, que trata da remuneração dos policiais militares. A proposta já foi aprovada em primeiro turno.

A comissão, apesar de ter esse objetivo, poderá analisar outras PECs como a 308/04, que cria a Polícia Penal, e a 549/06, das carreiras policiais. A intenção é resolver as pendências relativas à área de segurança. Ainda que a composição da comissão tenha sido estabelecida em seis parlamentares, Temer informou que todas as lideranças partidárias interessadas no assunto poderão participar.

Insuflando a categoria
Depois da reunião, os lideres do PSDB e do DEM reclamaram da conduta de um parlamentar – deputado Capitão Assumção (PSB-ES) - que participou do encontro de líderes e teria enviado mensagens para os policiais numa tentativa de “insuflar a categoria” para pressionar a entrada das PECs relativas a policiais na pauta do Plenário. Segundo a assessoria do parlamentar, Capitão Assumção estava repassando pelo twitter o que estava ocorrendo na reunião.

Temer disse que foi obrigado a suspender por duas vezes a reunião para impedir essa prática. “Em nenhum Parlamento do mundo existe o que ocorre aqui, com a pressão física às vezes prevalecendo sobre as pressões dos argumentos”, observou o presidente. A preocupação é motivada pela pressão que os policiais têm feito há semanas nas dependências da Câmara, cobrando a aprovação das propostas que lhes interessam.

Reportagem - Rodrigo Bittar
Edição - Newton Araújo

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quinta-feira, 11 de março de 2010

O governo não quer a PEC 300?

--- > Fonte: Agência Câmara
> 09/03/2010 19:17
>
> Base aliada aponta preocupação em fazer alterações
> na Constituição em ano eleitoral, diante de lobbies
> constantes na Câmara pressionando pela votação de PECs.
> Líderes também apresentarão lista de prioridades para o
> semestre.
>
>> A proposta de suspender as votações de PECs foi
> apresentada pelo líder do governo, Cândido Vaccarezza.
> Os líderes partidários vão promover até esta
> quarta-feira (10) uma consulta com as bancadas para decidir
> se suspendem a votação de propostas de emenda à
> Constituição (PECs) até o final das eleições (o segundo
> turno será realizado no dia 31 de outubro). O resultado da
> consulta será levado para uma reunião com o presidente da
> Câmara, Michel Temer, marcada para as 14 horas desta
> quarta.
>
> A proposta foi apresentada ao Colégio de Líderes nesta
> terça-feira pelo líder do governo, deputado Cândido
> Vaccarezza (PT-SP). Segundo Temer, durante a reunião,
> alguns líderes
> da base aliada manifestaram preocupação com os lobbies
> que nas últimas semanas vêm pressionando os deputados para
> a votação de PECs, como o dos policiais civis e militares
> e o dos donos de cartórios.
>
> Os líderes teriam demonstrado inquietação com a perda de
> controle da pauta, com os grupos impondo o ritmo de
> votação na Câmara. Também houve preocupação com a
> promoção de mudanças na Constituição em ano eleitoral.
>
> O presidente da Câmara informou que, se os deputados
> decidirem manter a deliberação de PECs neste semestre, ele
> vai submeter cada matéria à análise das lideranças, que
> então dirão se concordam ou não em colocá-la em
> votação.
>
> Temer negou que a suspensão de votação de PECs agora
> signifique um ‘congelamento’ dos trabalhos legislativos.
> “Ainda há muitas matérias que precisam ser votadas. E
> essa paralisação será temporária”, afirmou.
>
> Controle retomado
> O líder do DEM,
> deputado Paulo Bornhausen (SC), não quis adiantar qual
> sua posição sobre a proposta de paralisar a votação das
> PECs. Ele espera ouvir primeiro os 55 deputados da legenda.
> Porém, ele reconheceu que a proposta tem como objetivo
> restabelecer o controle da pauta pelos líderes.
>
> Segundo ele, este começo de ano tem sido marcado pela
> presença constante de lobbies na Câmara, pressionando para
> a votação de matérias específicas. “A gente não
> consegue mais andar em uma dependência da Casa sem ser
> assediado por alguém. Ao zerar a pauta agora, poderemos
> fazer um trabalho mais organizado. Os líderes estão
> querendo neste momento uma decisão colegiada, coletiva”,
> afirmou.
>
> Como parte desse esforço de retomar a pauta, os deputados
> decidiram também que cada líder vai apresentar na reunião
> desta quarta-feira cinco projetos prioritários para este
> semestre. Com base nas matérias, eles vão preparar uma
> pauta para os próximos meses.
> A Câmara tem atualmente 15 líderes de partidos, além
> dos líderes do governo e da minoria.
>
> Crítica
> O líder do Psol, deputado Ivan Valente (SP), adiantou que
> não concorda com a suspensão da votação das PECs.
> “Entendo isso como um congelamento da política. Uma coisa
> é votar a PEC dos Cartórios, outra é votar a emenda do
> trabalho escravo”, disse Valente, referindo-se à PEC
> 438/01, que prevê a expropriação de áreas onde for
> constatado o trabalho escravo.
>
> Para Valente, as PECs de relevância social continuariam
> mantidas no Plenário. As demais seriam negociadas caso a
> caso.

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quarta-feira, 10 de março de 2010

Possibilidade de suspensão de votação das PECs

--- > Fonte: Agência Câmara
> 09/03/2010 19:17
>
> Base aliada aponta preocupação em fazer alterações
> na Constituição em ano eleitoral, diante de lobbies
> constantes na Câmara pressionando pela votação de PECs.
> Líderes também apresentarão lista de prioridades para o
> semestre.
> >
> A proposta de suspender as votações de PECs foi
> apresentada pelo líder do governo, Cândido Vaccarezza.
> Os líderes partidários vão promover até esta
> quarta-feira (10) uma consulta com as bancadas para decidir
> se suspendem a votação de propostas de emenda à
> Constituição (PECs) até o final das eleições (o segundo
> turno será realizado no dia 31 de outubro). O resultado da
> consulta será levado para uma reunião com o presidente da
> Câmara, Michel Temer, marcada para as 14 horas desta
> quarta.
>
> A proposta foi apresentada ao Colégio de Líderes nesta
> terça-feira pelo líder do governo, deputado Cândido
> Vaccarezza (PT-SP). Segundo Temer, durante a reunião,
> alguns líderes
> da base aliada manifestaram preocupação com os lobbies
> que nas últimas semanas vêm pressionando os deputados para
> a votação de PECs, como o dos policiais civis e militares
> e o dos donos de cartórios.
>
> Os líderes teriam demonstrado inquietação com a perda de
> controle da pauta, com os grupos impondo o ritmo de
> votação na Câmara. Também houve preocupação com a
> promoção de mudanças na Constituição em ano eleitoral.
>
> O presidente da Câmara informou que, se os deputados
> decidirem manter a deliberação de PECs neste semestre, ele
> vai submeter cada matéria à análise das lideranças, que
> então dirão se concordam ou não em colocá-la em
> votação.
>
> Temer negou que a suspensão de votação de PECs agora
> signifique um ‘congelamento’ dos trabalhos legislativos.
> “Ainda há muitas matérias que precisam ser votadas. E
> essa paralisação será temporária”, afirmou.
>
> Controle retomado
> O líder do DEM,
> deputado Paulo Bornhausen (SC), não quis adiantar qual
> sua posição sobre a proposta de paralisar a votação das
> PECs. Ele espera ouvir primeiro os 55 deputados da legenda.
> Porém, ele reconheceu que a proposta tem como objetivo
> restabelecer o controle da pauta pelos líderes.
>
> Segundo ele, este começo de ano tem sido marcado pela
> presença constante de lobbies na Câmara, pressionando para
> a votação de matérias específicas. “A gente não
> consegue mais andar em uma dependência da Casa sem ser
> assediado por alguém. Ao zerar a pauta agora, poderemos
> fazer um trabalho mais organizado. Os líderes estão
> querendo neste momento uma decisão colegiada, coletiva”,
> afirmou.
>
> Como parte desse esforço de retomar a pauta, os deputados
> decidiram também que cada líder vai apresentar na reunião
> desta quarta-feira cinco projetos prioritários para este
> semestre. Com base nas matérias, eles vão preparar uma
> pauta para os próximos meses.
> A Câmara tem atualmente 15 líderes de partidos, além
> dos líderes do governo e da minoria.
>
> Crítica
> O líder do Psol, deputado Ivan Valente (SP), adiantou que
> não concorda com a suspensão da votação das PECs.
> “Entendo isso como um congelamento da política. Uma coisa
> é votar a PEC dos Cartórios, outra é votar a emenda do
> trabalho escravo”, disse Valente, referindo-se à PEC
> 438/01, que prevê a expropriação de áreas onde for
> constatado o trabalho escravo.
>
> Para Valente, as PECs de relevância social continuariam
> mantidas no Plenário. As demais seriam negociadas caso a
> caso.

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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

BMs e PMs poderão ir para reserva com 10 anos de serviço

Colaboração do Ten PM Igor

Capitão Assumção diz que os militares que não têm mais vocação atrapalham os demais.A Câmara analisa o Projeto de Lei 6442/09, do deputado Capitão Assumção (PSB-ES), que regulamenta o direito de policiais e bombeiros militares requererem a reserva remunerada proporcional ao tempo de serviço. Segundo o projeto, terá direito à transferência para a reserva o militar que contar mais de dez anos de serviço efetivo.
Para tanto, o interessado deverá encaminhar o pedido ao órgão competente com pelo menos dois meses de antecedência. Esse pedido, no entanto, poderá ser negado se o País estiver em guerra ou sob estado de sítio.
Nessas duas situações, inclusive, os militares que se encontrarem na reserva remunerada proporcional há menos de dois anos poderão ser convocados para retornar ao serviço ativo de bombeiro ou policial militar. Após o fim da guerra ou do estado de sítio, porém, eles poderão requerer o retorno para a reserva remunerada proporcional.
Por outro lado, o militar que for para a reserva a pedido e tiver gozado de seus benefícios por um dia que seja não poderá reingressar na corporação se assim o desejar.
Capitão Assumção argumenta que hoje não existe regulamentação própria para o militar que queira passar para a reserva por motivos pessoais. "É preciso dar direito ao militar que não tem mais vocação e interesse na profissão a requerer sua transferência para a reserva remunerada proporcional ao tempo de serviço que prestou. Mesmo porque aquele que não pretende mais fazer parte da corporação acaba atrapalhando os demais", afirma o deputado.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:
PL-6442/2009


IGOR RODRIGO DA SILVA

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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Intervenção federal pararia tramitação da PEC 300

Do Congresso em Foco

A tramitação da PEC 300, que institui o piso nacional para policiais militares e bombeiros, corre o risco de parar no Congresso. Se for decretada a intervenção federal no Distrito Federal, conforme pedido do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, a votação de propostas de emendas à Constituição (PECs) ficará suspensa durante todo o período de intervenção. A justificativa é que, para haver emendas à Constituição, os poderes federativos precisam estar funcionando livremente, o que não ocorre em casos de intervenção.

O pedido de interferência no DF ainda será analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo presidente da República. A solicitação precisa também ser apreciada pelo Congresso. A intervenção consiste em a União assumir, temporária e excepcionalmente, o desempenho de competências do ente federativo. Ela ocorre por meio de decreto presidencial, que estabelece a amplitude, o prazo e as condições de execução dessa interferência. Depois de editado, o Congresso tem 24 horas para votar o decreto.

A interferência federal no DF foi solicitada por Gurgel na última quinta-feira (11), devido às denúncias de corrupção envolvendo o governador José Roberto Arruda (sem partido). O pedido foi encaminhado ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, logo após a prisão de Arruda na semana passada. Arruda foi preso por tentativa de suborno de testemunha.

Os detalhes de como se deu a prisão de Arruda

Tudo sobre a Operação Caixa de Pandora e o mensalão do Arruda

Segundo o artigo 34 da Constituição, a União não intervirá nos estados nem no Distrito Federal, exceto para manter a integridade nacional, por causa de grave comprometimento da ordem pública, para assegurar a observância do princípio constitucional do sistema representativo, além de outros casos. Durante a vigência da intervenção, as autoridades podem ser afastadas de seus cargos, sendo esses postos retomados após o período, salvo em caso de impedimento legal.

“A medida postulada, notoriamente excepcional, busca resgatar a normalidade institucional, a própria credibilidade das instituições e dos administradores públicos bem como resgatar a observância necessária do princípio constitucional republicano, da soberania popular – atendida mediante a apuração da responsabilidade dos eleitos – e da democracia”, disse o procurador-geral em seu pedido de intervenção no DF.

» Leia a íntegra do pedido de intervenção do procurador-geral da República

PEC 300

Assim como a PEC 300, a tramitação das demais propostas de emenda à Constituição em discussão no Congresso é suspensa caso decretada a intervenção.O pedido de intervenção, no entanto, ainda está em fase de análise, o que permite que parlamentares e sindicalistas trabalhem no ajuste do texto final da PEC do piso de policiais e bombeiros. A expectativa é votar a proposta em março.

Na semana passada, um grupo de parlamentares começou a costurar um acordo em torno do texto final da PEC. O texto reúne elementos da PEC 300, que tramita na Câmara, e da PEC 446, que já foi aprovada no Senado. Entre os pontos, modificados pelo acordo preliminar está o valor do piso. Inicialmente, a categoria pede R$ 4,5 mil de piso. O texto pré-acordado estabelece piso de R$ 3,5 mil.

Esse texto preliminar foi considerado satisfatório por sindicalistas. Representantes das categorias, no entanto, prometem continuar a pressionar o Executivo por melhorias salariais, mesmo após a aprovação de um piso. O acordo para a redação final da PEC 300 ainda está sendo costurado.

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domingo, 17 de janeiro de 2010

DEP. FED. ITAGIBA apresenta projeto de Lei que prevê piso salarial para Policiais

FONTE: http://atencaopolicialpe.blogspot.com/



Policiais poderão ter piso nacional de R$ 3 mil
Rodolfo Stuckert

Para Itagiba, remuneração adequada é condição mínima para o bom desempenho dos policiais.
O deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) apresentou o Projeto de Lei Complementar (PLP) 529/09, que fixa em R$ 3 mil o piso salarial dos profissionais de segurança pública de todo o País. A proposta inclui os policiais civis, militares, federais, rodoviários federais e ferroviários federais, além dos bombeiros militares.
A proposta assegura revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices. Se o estado não tiver disponibilidade orçamentária, o texto prevê que a União poderá complementar o pagamento dos policiais com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública.
Marcelo Itagiba argumenta que a segurança pública é dever do Estado e que a remuneração adequada é uma condição para o bom desempenho dos profissionais da área.
Segundo ele, o projeto tem respaldo na Constituição: o parágrafo único do artigo 22 prevê que lei complementar federal pode autorizar os estados a legislar sobre as condições para o exercício de profissões.
O parlamentar afirma ainda que o piso nacional é condição mínima para o exercício profissional, "tendo em vista a importância da atividade policial

Leia na íntegra o Projeto de Lei Complementar:

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº , de 2009.
(Do Sr. Dr. Marcelo Itagiba)
Dispõe sobre o piso remuneratório profissional dos servidores policiais integrantes dos órgãos relacionados no art. 144 da Constituição Federal e dá outras providências.

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1o Esta Lei regulamenta o piso remuneratório profissional dos servidores policiais integrantes dos órgãos relacionados no art. 144 da Constituição Federal.

Art. 2º O subsídio de que trata o §9º do art. 144 da Constituição Federal devido aos servidores policiais integrantes dos órgãos de segurança pública será, no mínimo, de R$ 3.000,00 (três mil reais), assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices.
§ 1º O piso remuneratório profissional nacional de que trata o caput é o valor abaixo do qual a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios não poderão fixar o subsídio inicial das carreiras policiais dos seus órgãos de segurança pública.
§2º As disposições relativas ao piso remuneratório de que trata esta Lei serão aplicadas a todas as aposentadorias e pensões dos profissionais da segurança pública.

Art. 3º A União poderá complementar, com recursos oriundos do Fundo Nacional de Segurança Pública – FNSP, criado pela Lei nº 10.201, de 14 de fevereiro de 2001, o valor de que trata o art. 2º desta Lei nos casos em que o ente federativo não tenha disponibilidade orçamentária para cumprir o valor fixado.
§ 1º O ente federativo deverá justificar sua necessidade e incapacidade, enviando ao Ministério da Justiça solicitação fundamentada, acompanhada de planilha de custos comprovando a necessidade da complementação.
§ 2º A União será responsável por cooperar tecnicamente com o ente federativo que não conseguir assegurar o pagamento do piso, de forma a assessorá-lo no planejamento e aperfeiçoamento da aplicação de seus recursos.

Art. 4 o A forma com que serão cumpridas, pelos entes federados, as disposições previstas nesta Lei, será estabelecida em regulamento.

Art. 5 o No prazo máximo de dois anos, o Distrito Federal, os Estados e os Municípios que possuam guarda municipal, implementarão os subsídios de que trata esta lei.

Art. 6o O art. 4º da Lei nº 10.201, de 14 de fevereiro de 2001, passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 4º ...........................................................................................
VI – complementação do piso remuneratório profissional dos servidores policiais integrantes dos órgãos relacionados no art. 144 da Constituição Federal.”
§2º....................................................................................................
VII – pagamento do piso remuneratório profissional dos servidores policiais integrantes dos seus respectivos órgãos de segurança pública com recursos próprios.”(NR)

Art. 7º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

JUSTIFICAÇÃO
Tendo em vista que a segurança pública é dever do Estado e direito e responsabilidade de todos, e que deverá ser levada a efeito por órgão civis e militares de todos os entes da federação, necessário se faz o estabelecimento de condições mínimas e comuns para o exercício de tão imprescindíveis competências, estando inegavelmente a remuneração como uma das principais condições para o bom desempenho profissional dos responsáveis pela incolumidade das pessoas e do patrimônio.
A medida tem respaldo jurídico com base no parágrafo único do art. 22 da Carta Maior, que estabelece ser possível, por Lei Complementar federal, autorizar os Estados a legislar sobre questões específicas das matérias relacionadas no referido
artigo, não havendo dúvida, portanto, que à luz deste comando constitucional, e do ínsito nos seus incisos XVI e XXI, ser da competência privativa da União, fixar as condições para o exercício de profissões, e para estabelecer normas gerais de garantias das polícias militares e corpos de bombeiros.
De outro lado, também subsidia a medida proposta, o teor do inciso XVI do art. 24 da Carta Maior, que distribui competência concorrente para a União, os Estados e o Distrito Federal legislar sobre garantias e direitos das polícias civis, não havendo, por isso, dúvida quanto à possibilidade de lei complementar federal, fixar o subsídio mínimo dos policiais, que devem ser pagos na forma do §4º do art. 39, por imposição do que dispõe o §9º do art. 144.
Não se tratando de regra pertinente a regime jurídico de servidor público da União; não havendo criação de atribuição nova para órgão da Administração Federal, na medida em que o FNSP já existe com a finalidade de apoiar a Segurança Pública em todo
o território nacional; bem como, por não criar despesa já que apenas redistribui os
recursos já destinados a este fundo, na forma da competência prevista no inciso II do art. 48 da Constituição Federal para tratar de diretrizes orçamentárias, não se trata, por conclusão, de proposta de iniciativa reservada ao Chefe do Poder Executivo (art. 61, CF).
E nem se diga que o projeto trata de salário, e que, por conta disso, o Congresso Nacional estaria invadindo a seara da competência legislativa estadual, distrital ou municipal. Não se trata disso. Cada ente federativo, na forma do art. 5º do projeto, é que disciplinará, por lei própria e específica, na medida das suas possibilidades
financeiras, sobre os seus salários com os seus respectivos padrões de remuneração.
O projeto ora proposto se limita, como política de segurança pública, à estipulação de um piso nacional remuneratório como condição mínima para o exercício profissional policial, tendo em vista a importância da atividade policial e a identidade das
atribuições exercidas pelos membros das carreiras das polícias civis e militares em todo o território brasileiro. Nada obsta, vale dizer, que o ente que puder pagar mais aos seus policiais, que assim o faça.
Isto posto, esperamos o apoio dos nobres colegas desta Casa para aprovação da presente proposta, certo de estar contribuindo para o estabelecimento de política governamental que garanta um mínimo de segurança pública a todos os brasileiros.
Sala das Sessões, de de 2009.
MARCELO ITAGIBA
Deputado Federal – PSDB/RJ

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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Requerimento para votação em plenário da PEC-300 foi entregue com mais de 300 assinaturas de apoio

A Comissão Especial da PEC 300 esteve reunida, nesta quarta-feira (16), acompanhados de representantes dos praças e oficiais, com o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, para pedir a inclusão em pauta de votação da Proposta.
Na ocasião, o Deputado Federal Paes de Lira entregou um requerimento, de sua autoria, apoiado por mais de 310 parlamentares, solicitando a votação da PEC 300 pelo plenário.
O presidente da Câmara assumiu o compromisso de colocar a matéria em discussão na primeira reunião do colégio de líderes de 2010 prevista para a primeira semana de fevereiro.
Temer justificou que neste momento a Câmara está envolvida na votação dos projetos referentes ao Pré-Sal e na votação da Lei Orçamentária. Temer ainda afirmou que outro fator desfavorável para votação imediata é o recesso parlamentar que se inicia no próximo dia 22.

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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Movimentação da PEC-300 - para conhecimento dos Associados

Prezado(a) Elisio Cristóvão de Melo Viana,
Informamos que as proposições abaixo sofreram movimentações.

o PEC-00300/2008 - Altera a redação do § 9º do art. 144 da Constituição Federal.

- 02/12/2009 Apresentação do Requerimento nº 5973/2009, pelo Deputado Major Fábio (DEM-PB), que solicita inclusão na Ordem do Dia da Proposta de Emenda a Constituição nº 300-A de 2008 que altera o § 9º, art. 144 da Constituição, onde "estabelece que a remuneração dos Policiais Militares dos estados não poderá ser inferior à da Polícia Militar do Distrito Federal, aplicando-se também aos integrantes do Corpo de Bombeiros Militar e aos inativos".
- 17/11/2009 Apresentação do Parecer do Relator, PRL 2 PEC30008, pelo Dep. Major Fábio
- 17/11/2009 Apresentação da Complementação de Voto, CVO 1 PEC30008, pelo Dep. Major Fábio
- 25/11/2009 Apresentação do Parecer Reformulado, PRR 1 PEC30008, pelo Dep. Major Fábio
- 17/11/2009 Parecer do Relator, Dep. Major Fábio, pela admissibilidade; e, no mérito, pela aprovação desta e das Emendas nºs 1/2009, 2/2009, 3/2009 e 4/2009, com substitutivo; e pela admissibilidade e, no mérito, pela rejeição da Emenda 5. O Relator apresentou Complementação e Reformulação de Voto.
- 25/11/2009 Parecer Reformulado, Dep. Major Fábio.
- 02/12/2009 Apresentação do Requerimento nº 5992 de 2009,pelo Deputado Geraldo Pudim (PR-RJ) que requer a inclusão na Pauta da Ordem do Dia da Proposta de Emenda à Constituição nº 300, de 2008, que altera a redação do § 9º do art. 144 da Constituição Federal.
- 02/12/2009 Apresentação do Requerimento nº 5997 de 2009,pela Deputada Andreia Zito (PSDB-RJ) que requer inclusão na Ordem do Dia da PEC 300/2008.
- 25/11/2009 Aprovado o Parecer Reformulado, apresentaram votos em separado os Deputados Paes de Lira e Marcelo Itagiba.
- 02/12/2009 Parecer recebido para publicação.

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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Não perca hoje: Deputado Paes de Lira defende a PEC 300 em debate da TV Câmara

Nesta terça-feira(1) o Deputado Federal Paes de Lira (PTC-SP) participou da gravação do programa Brasil em Debate, apresentado pelo jornalista Tarcísio Olanda. Também participou do programa o Deputado Nazareno Fonteles (PT-PI), que declarou ser contra a PEC 300 e apoia a PEC 41 que tramita no Senado. Paes de Lira mais uma vez alertou sobre os riscos que os policiais e bombeiros militares correm caso a PEC do Senador Renan Calheiros seja aprovada, como um longo prazo para a a criação da Lei que definirá o tão almejado piso salarial digno para a categoria. Não deixe de assistir a um debate democrático e esclarecedor sobre a importância da PEC 300 na vida dos policiais e bombeiros militares de todo país. O programa Brasil em Debate será exibido hoje às 22h30 pela TV Câmara em São Paulo nos seguintes canais: UHF-61 (fase experimental), NET-14, TecSat-16, Sky-113, e Directv-235, com reapresentações em horários alternativos.

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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

26.Nov.2009 | Comissão Especial da PEC 300 aprova Piso de R$ 4.500,00 para o Soldado e R$ 9.000,00 para Tenente

Comissão Especial da PEC 300 aprova Piso de R$ 4.500,00 para o Soldado

Na tarde desta quarta-feira(25), a Comissão Especial da PEC 300 concluiu as discussões em torno do texto final do relator, Dep. Major Fábio, mantendo o piso atrelado ao salário da Polícia Militar do Distrito Federal, nao podendo este ser inferior a R$ 4.500,00 para o soldado e R$9.000,00 para os oficiais. Para a felicidade da categoria militar, o segundo destaque que pretendia suprimir o Art. 2º do substitutivo, após acordo, foi rejeitado. Ele tornaria a PEC 300 muito frágil, pois a escala salarial dos policiais militares de Brasília não garante o salário almejado pela categoria. De todo modo, as principais metas da PEC estão asseguradas, em conformidade com o proposto na emenda conjunta dos deputados Capitão Assumção e Paes de Lira, com as seguintes vantagens:

Remuneração por subsídio;
Piso nacional para os policiais militares e bombeiros militares;
Fundo Federal para subsidiar o piso nacional;
Valores extensivos aos inativos e pensionistas;
Piso mínimo da polícia militar do Distrito Federal;
Piso imediato, a contar de 31 de dezembro de 2009, no valor de R$ 4.500,00 para o Soldado e R$ 9.000,00 para o 2º Tenente.
Fonte: Site Dp Paes de Lira

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